De acordo com o pós-doutorado em tecnologia educacional e doutor em educação, Renato Soffner, aprender programação ainda na infância pode ajudar na tomada de decisão racional na fase adulta. “Em especial pelo entendimento de que muitas decisões podem ser representadas no formato de algoritmos – aquelas mais racionais e previsíveis. Mas, é preciso lembrar, que algumas decisões humanas são heurísticas, com forte aspecto subjetivo, afetivo e pessoal”.

            O pesquisador ainda comenta que não se pode trabalhar lógica e algoritmos se a criança não consegue entender o que se pretende com isso. “Eu diria que a idade mínima é aquela em que a criança já possui estruturas cognitivas desenvolvidas para o entendimento mínimo do que propõe com a programação, ou seja, as questões lógicas e dos algoritmos”. Soffner ainda acredita que assim como nos Estados Unidos, o ensino de programação deve virar tendência no Brasil. “O governo brasileiro está preocupado com a questão da inovação na educação, em especial na educação básica. O ensino e a aprendizagem de programação podem ser recursos de grande valor para esta meta, já que a programação desenvolve a criatividade e o enfrentamento inovador de problemas da vida real. Já existem ferramentas muito apropriadas para as diversas faixas etárias, que podem respeitar o desenvolvimento cognitivo das crianças”.

Saiba mais em www.happycode.com.br