Alguns estudos indicam que o ser humano tem cerca de 70 mil pensamentos por dia. Contudo, nem todos eles são detectados, pois acontecem durante o sono, ou não os percebemos devido às distrações diárias.

Fato é que o cérebro humano é uma verdadeira máquina, logo, quando algumas habilidades são trabalhadas, é possível melhor aproveitar suas funções. A inteligência cognitiva é uma delas.

Mas você sabe o que é inteligência cognitiva? Já ouviu falar em cognição e desenvolvimento cognitivo? Neste artigo, vamos refletir sobre esses processos que acompanham todas as pessoas desde a infância até o envelhecimento, ou seja, durante toda a vida. Então, nada melhor do que entender o significado do conceito de inteligência cognitiva para saber lidar com situações, experiências e desafios que nos acontecem todos os dias!

O que é inteligência cognitiva?

Vamos por partes! A cognição se refere às condições que oferecem a obtenção de conhecimento. Já a capacidade cognitiva é a aptidão que cada um tem individualmente de interpretar os estímulos do ambiente em volta e também de si mesmo para tomar as decisões acerca do próprio comportamento.

Para torná-la mais clara, a definição de cognição consiste em um conjunto de habilidades mentais e cerebrais que são necessárias para a obtenção de conhecimento sobre o mundo. Elas compreendem habilidades de pensamento, de abstração, de raciocínio, de memória, de linguagem, de capacidade de resolução de problemas e até mesmo de criatividade.

O desenvolvimento dessa inteligência cognitiva se faz com um constante e crescente processo de aprendizado. Dessa forma, é muito importante sempre buscar novos conhecimentos e desafios para manter a mente trabalhando.

Qual a origem dos estudos sobre a inteligência cognitiva?

Depois de entender o que é inteligência cognitiva, é hora de saber um pouco mais sobre a origem de seus estudos. A teoria do desenvolvimento cognitivo é uma das mais aceitas pela Psicologia e pela Educação. Apesar de ter sido questionada algumas vezes, sua clareza e abrangência são inspiração para várias outras teorias e milhares de estudos.

Seu criador foi ninguém menos do que o psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980). O início do seu interesse pelo assunto se deu quando Piaget ainda era estudante e fazia pesquisas no laboratório psicométrico de Alfred Binet. Ele foi instigado pelas respostas erradas das crianças aos testes de inteligência aos quais elas eram submetidas.

Para o psicólogo, era possível entender o desenvolvimento intelectual das crianças não apenas pelas respostas corretas de seus testes, mas também pelas erradas. Isso veio romper com o pensamento da época em que pessoas eram consideradas inteligentes apenas quando respondiam corretamente a um estímulo, e o aprendizado por trás dos erros não era analisado.

Teoria do Desenvolvimento Cognitivo de Piaget

Piaget acreditava que a inteligência tinha influência direta na adaptação de uma pessoa ao ambiente. Os meios de adaptação variavam hábitos e reflexos, mas também representações mentais mais complexas e, até mesmo, a manipulação mental dos símbolos. Para ele, o desenvolvimento cognitivo estava atrelado aos estímulos do ambiente e às constantes manifestações da inteligência.

Outro ponto importante do pensamento de Piaget estava embasado no fato de que o conhecimento se desenvolvia em estágios distintos da vida da criança e de diferentes formas. A seguir, confira os principais!

Estágio sensório-motor

Esse é o primeiro estágio do desenvolvimento. Ele envolve tanto as capacidades sensoriais quanto motoras. Tal fase vai do nascimento até mais ou menos os 2 anos. Para Piaget, as primeiras adaptações do bebê partem da reflexão, fundamental para que eles consigam repetir sensações.

Com o tempo, eles vão descobrindo o mundo físico, e novas sensações surgem. Nessa etapa, não há representação ou pensamento, mas sim uma inteligência prática em que o bebê aprende sobre noções de espaço e tempo.

Estágio pré-operatório

Nesse estágio, que vai dos 18/24 meses até os 6/7 anos, a criança começa a ter um desenvolvimento mais ativo das representações mentais, que começa no final do estágio sensório-motor. O psicólogo acredita que há um desenvolvimento conceitual nessa fase, o que permite uma visão global, um aprendizado pela aparência, mas sem a discriminação de detalhes.

Estágio operatório-concreto

O estágio operatório acontece dos 7/8 anos até os 11/12 anos. Nessa idade, as crianças são capazes de manipular as representações que se formam em sua mente. Elas têm ideias e memórias dos objetos e conseguem realizar operações mentais com elas.

Vale ressaltar que elas têm a capacidade de retomar os pensamentos, uma habilidade adquirida pelo desenvolvimento cognitivo. De acordo com Piaget, a criança ultrapassa as operações puramente concretas e passa a aplicar os princípios em conceitos mais abstratos.

Estágio operacional-formal

O operacional-formal começa a partir dos 11/12 anos. Nesse período da vida, as crianças já têm a habilidade de usar a lógica na resolução de problemas, percebendo com mais clareza o mundo ao seu redor.

Algo interessante é que as crianças passam a perceber as concepções do outro, mesmo que elas sejam diferentes das suas. Isso pode contribuir, inclusive, para mudar as suas próprias perspectivas.

O que é a inteligência cognitiva em nossas vidas?

Tão importante quanto saber o que é inteligência cognitiva, é entender como ela age em nossas vidas. Também chamada de inteligência intelectual, ela pode ser caracterizada pela capacidade de cada um de manipular informações e responder a elas. Essas informações são os dados de conteúdo cognitivo e podem ser as ideias que formam os pensamentos ou os valores, que são o conteúdo do juízo.

Por meio da nossa inteligência cognitiva, conseguimos discernir as relações entre dados concretos e abstratos na nossa mente. Durante a vida, há várias dessas relações, sejam elas de identidade, sejam de semelhança, diferença, exclusão e muitas outras situações pelas quais passamos dia após dia. Afinal, podemos dizer que somos seres em constante transformação, não é mesmo?

O que a caracteriza

Pode-se dizer que o que caracteriza a inteligência cognitiva é a capacidade de permitir que novos conteúdos se criem a partir da sua atividade. Ela traz o novo e pode transformar as situações em perspectivas diferentes das experiências anteriores. Por essa razão, é muito importante sair da zona de conforto e aprender coisas novas, estudar, aprender uma nova língua, enfim, buscar conhecimento e estimular novas habilidades pessoais.

Quais são as atividades ligadas à inteligência cognitiva?

A inteligência cognitiva pode ser separada em duas atividades distintas: a atividade criativa e a atividade reprodutiva. Na primeira, a pessoa cria novas condições e situações que ainda não teve experiência. Isso é elaborado pela criatividade de cada um.

Já a atividade reprodutiva é o processo de identificação e reprodução de condições e situações já estabelecidas por meio do ambiente, das relações com outras pessoas, dos meios de informações, das experiências já vivenciadas, entre outros.

Na sequência, entenda melhor como é possível aplicá-las no dia a dia das crianças!

Jogos de raciocínio

Os jogos de raciocínio são excelentes instrumentos na construção da inteligência cognitiva. O principal objetivo deles é estimular o foco e reforçar as sinapses. Isso tem por resultado um raciocínio mais ágil, promovendo o desenvolvimento do ato de pensar, de criar e também de memorizar informações.

Vale lembrar que as brincadeiras que envolvem a lógica incitam um pensamento crítico da criança. Afinal, ela precisa lidar com as regras impostas, mas também com os riscos de determinadas escolhas, criando assim uma habilidade de resolução de problemas.

Jogos coletivos

Os jogos coletivos têm características muito interessantes para o desenvolvimento cognitivo. Por isso, o ideal é incentivar a prática de modalidades em que as crianças possam desempenhar um papel importante na execução da atividade. Isso ajudará a criar nelas uma maior responsabilidade e autoconfiança, formando assim uma personalidade mais forte ao longo do tempo.

Um fator relevante é que diversas dessas atividades permitem que a criança pratique, sinta e também assimile o aprendizado de maneira sensorial. O cérebro é capaz de estabelecer uma conexão entre as brincadeiras e aspectos teóricos, construindo assim o desenvolvimento cognitivo.

Brincadeiras de adivinhação

A criatividade é uma das principais características das pessoas inteligentes e com alta capacidade de abstrair informações. Para desenvolvê-la ainda na infância, um jogo interessante é aquele ligado à adivinhação, ou seja, a criança precisa usar a mente para descobrir a resposta certa.

Tal ato ajuda a criança a exercer a imaginação, contribuindo também para o desenvolvimento da coordenação, da organização e ainda da ligação entre as ideias. Ela cria uma capacidade de associação e assimilação mais simples.

Quais são os benefícios de tudo isso?

Diante das atividades apresentadas e dos impactos que elas têm para o desenvolvimento cognitivo, é interessante conhecer mais sobre os benefícios ligados a elas. Descubra mais sobre eles abaixo!

Amplitude da capacidade visual

Alguns jogos e práticas ajudam a ampliar a percepção visual da criança. Assim sendo, ela passa a ter uma ideia mais concreta sobre cores, tamanhos e espaços. Consequentemente, isso estimula a capacidade de memorizar, mas também a sensibilidade do indivíduo — algo estratégico quando se trata do aprendizado de diferentes conceitos.

Habilidade no tempo de resposta

Você já percebeu que algumas crianças têm mais dificuldade de assimilar questões mesmo que não haja nenhuma interferência, como um transtorno de déficit de atenção? Pois bem, podemos associar tal defasagem à falta de estímulo das capacidades cognitivas.

Ao ser estimulada por meio de diferentes atividades, como as destacadas acima, a criança consegue raciocinar melhor e pensar de maneira ágil e lógica, o que contribui para o seu aprendizado como um todo.

Como desenvolver a inteligência cognitiva?

Como já mencionamos, nós desenvolvemos a inteligência cognitiva em todas as fases da vida. Especificamente na infância, estamos descobrindo e entendendo todas as situações e assimilando-as na nossa mente.

Para o desenvolvimento cognitivo, é importante aprender novos conhecimentos que estimulem todas as habilidades envolvidas. Nesse sentido, uma ótima dica é o aprendizado de programação e robótica, na medida em que, com ele, torna-se possível assimilar todas elas.

Por meio de aulas com metodologia única baseada no conceito global STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts and Math), a escola especializada em cursos de tecnologia e inovação Happy Code insere os alunos em um ambiente 100% online.

Nela, eles contam com equipamentos individuais e atividades baseadas em jogos e projetos que os fazem pensar e trazem imersão em um mundo totalmente novo, além de estímulo ao raciocínio lógico, à criatividade, ao relacionamento em equipe, entre outros.

A inteligência cognitiva e as aulas de programação

A inteligência cognitiva pode ser desenvolvida por meio de novos conhecimentos. Com as aulas de programação, os alunos podem aprimorar todas essas habilidades e vivenciar novas informações e experiências.

A Happy Code oferece aulas para crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos, com cursos regulares, cursos de férias e também cursos rápidos. Entre eles, destacam-se os de:

  • criação de games;
  • criação de aplicativos;
  • robótica com construção de drones;
  • criação de animações;
  • e também aulas para quem quer se tornar youtuber e criar mods incríveis no Minecraft.

Enfim, há toda uma conceitualização sobre o que é inteligência cognitiva, sendo que os benefícios podem ser percebidos ao longo da curva de desempenho da criança.

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