Na era digital, mulheres estão alcançando carreiras incríveis no mundo todo. Dizemos às nossas filhas que é ótimo se destacar em matemática, ciências e tecnologia para conquistar grandes desafios, mas você realmente incentiva o desenvolvimento dessas habilidades na vida dela?

Ultimamente, ouvimos cada vez mais sobre a importância das mulheres nos campos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), mas cientistas inspiradoras e figuras de tecnologia não são um novo conceito. Mulheres fortes, brilhantes e inspiradoras sempre estiverem por aí, desempenhado um papel vital no avanço científico e tecnológico e na inovação. Mas mesmo assim, o número de meninas com acesso a competências tecnológicas está caindo – e nós temos que mudar isso. O desequilíbrio de gênero no mundo é preocupante em todas as profissões, mas quando citamos o setor da tecnologia as estatísticas são ainda mais alarmantes. Apenas 26% dos empregos de tecnologia são ocupados por mulheres. Precisamos preparar meninas para um futuro com mais igualdade!

Em 1990, 29% de todos os diplomas universitários de licenciatura em informática e ciência da informação foram para mulheres, de acordo com o Departamento de Trabalho dos EUA, e agora o número caiu para 18%. No futuro, aquelas que tiveram acesso à programação terão muitas oportunidades de uma carreira de sucesso. Haverá 1,4 milhão de novos empregos em ciência da computação em 2020, mas segundo os pesquisadores, apenas 3% serão preenchidos por mulheres. Especialistas dizem que esses números devem mudar, mas é necessário incentivar mulheres a investirem nessas carreiras para cada vez mais.

 

Histórico de desvalorização do trabalho feminino na tecnologia

Desde a Primeira Revolução Industrial, quando descobriram que era mais rentável contratar mulheres e crianças para trabalhar em fábricas de têxteis porque suas mãos eram menores e se encaixam mais facilmente na maquinaria, as mulheres trabalham mais, por mais horas e são pagas menos. Até a Revolução Industrial, o emprego, ou mesmo o conceito de “trabalho”, não existia e uma vez que as populações começaram a se mudar para as cidades no século 19 para assumir os empregos das fábricas, tornou-se imperativo que as mulheres ajudem a sustentar suas famílias financeiramente e a encontrar emprego fora do lar.  Ao mesmo tempo, os chefes da fábrica perceberam a vantagem de custo de contratação de mulheres e crianças. Esta mudança liberou meninos da classe trabalhadora para freqüentar escolas públicas, continuarem no ensino secundário, entrarem em emprego profissional e acumularem riqueza – tudo o que era acessível apenas para a nobreza ou a aristocracia.

À medida que o trabalho evoluiu até a revolução digital, um padrão permaneceu constante: novos tipos de trabalho – especialmente criativos, inovadores, científicos ou qualquer campo visto como emergente ou multifacetado – são segmentados como masculinos. Quando esses papéis se tornam padronizados, assistenciais e mais uniformes, como trabalho de fábrica, ensino, secretariado, trabalho administrativo e enfermagem, se voltam para ser preenchidos por mulheres.

Apesar de alguns progressos em áreas limitadas, as mulheres permaneceram firmemente enraizadas nessas carreiras. Mesmo no setor de tecnologia, as mulheres são mais freqüentemente encontradas em posições de marketing, gerenciamento de projetos ou recursos humanos, e com menores salários. Por definição, elas não são protagonistas de funções de decisões das empresas e têm números muito baixos na liderança de empresas. Por exemplo, no Brasil apenas 5% das mulheres ocupam cargos de liderança.

Não há dúvida de que as mulheres mudaram a paisagem da força de trabalho nos últimos dois séculos, e cada vez mais mulheres estão trabalhando em áreas anteriormente consideradas apenas para homens – empregos como médico, cientista, arquiteto, soldado, CEO e, até presidente. Mas, para uma maioria, o caminho usual ainda é um trabalho mais difícil e ser mais esperta (e mais altamente educada) do que os homens parece ser um padrão exigido.

Nossa impressão coletiva é que as mulheres continuam sendo enquadradas através de uma lente limitada de uma mulher tradicional e convencional. Na infância, enquanto os meninos são encorajados a interagir com brinquedos tecnológicos desde sempre, as meninas ainda são direcionadas para as bonecas. Desde cedo, as meninas recebem mensagens sutis sobre o que elas deveriam gostar e quem eles deveriam ser, que pode ser notado até nos corredores de uma loja de brinquedos. Brinquedos que desenvolvem habilidades científicas – como robôs, conjuntos de construção e veículos automatizados – são feitos em “cores masculinas”, principalmente, e normalmente são encontrados em corredores, obviamente, para meninos.  De acordo com o livro Unlocking the Clubhouse: Women in Computing (“Entrando no clubinho: mulheres na computação”, em tradução literal), da pesquisadora Jane Margolis, metade das famílias americanas em 2002 colocava o PC doméstico da casa no quarto do filho. É preciso que toda a sociedade se reestruture para incentivar o equilíbrio de gênero nas carreiras em tecnologia.

 

Benefícios do aprendizado de habilidades tecnológicas

O mundo em que vivemos hoje continua dependendo cada vez mais de habilidades digitais e as ofertas de trabalho em programação estão em alta demanda. Agora que as carreiras do STEM são um grande foco no mercado, aprender a programar é essencial para qualquer caminho de carreira bem sucedida. Mas aprender essa nova competência não só ajuda a prepará-las para uma carreira brilhante na área da tecnologia, mas também auxilia em uma série de lições de vida que as ajudarão a ser mais bem sucedidas na vida.

Já foi comprovado que crianças e adolescentes que são interessados por tecnologia e aprendem a programar desenvolvem e melhoram habilidades como criatividade, raciocínio lógico, otimização, trabalho em equipe, tomada de decisões, aprendizado de novas línguas e ainda melhoram as notas em disciplinas como matemática, história, inglês, entre outras.

A tecnologia empurra os limites do que pode ser feito e as pessoas por trás da inovação serão aquelas recompensadas por isso. Se as crianças não são criadas para serem experientes em tecnologia – e não é apenas usar a tecnologia do consumidor, mas aprender a usar as ferramentas e manipular a tecnologia para criar algo – então elas estarão em grande desvantagem.

Com o conhecimento e aprendizado de programação e robótica desde cedo, as meninas vão desenvolver habilidades essenciais que serão o grande diferencial no futuro em qualquer área que elas escolham seja em artes, medicina, engenharia, e na própria área de tecnologia. No futuro o mercado deve priorizar aqueles que sabem programar e essa será a nova linguagem.

Quem domina habilidades tecnológicas pode utilizar dessas habilidades para transformar o mundo e melhorar a vida das pessoas. É possível utilizar a programação e as competências digitais adquiridas em diversos âmbitos da vida, mesmo que elas não sigam carreira nessa área. As meninas podem criar a própria página na internet, aplicativos, games, animações para vídeos, criar um canal no Youtube, ou seja, há muitas possibilidades.

Além de que o mundo da tecnologia é incrível e encantador. Elas podem conquistar o seu espaço no mundo e serem reconhecidas por suas próprias criações. Isto, as torna seguras, a autoestima aumenta e ainda instiga a criar cada vez mais. E entender tecnologia e as linguagens de programação não é um bicho de sete cabeças como muitos pensam. Na verdade, é muito fácil e elas podem aprender brincando!

Todas as crianças são capazes de aprender linguagens de programação, discutir sobre inovação, desenvolver projetos que podem transformar e melhorar a sociedade. A tecnologia faz parte da nossa rotina e permite um mundo infinito de possibilidades, onde as meninas são parte fundamental.

 

Exemplo em ensino para garotas

Reshma Saujani é CEO da Girls Who Code, uma organização que vem mudando o cenário para a educação digital de garotas nos Estados Unidos. O que se iniciou com um experiência em Nova York com 20 meninas, hoje já alcançou mais de 40 mil em todos os 50 estados nos EUA. São organizados cerca de 80 programas de imersão no verão e 1.000 clubes onde as meninas aprendem a programar, desenvolver sites e criar aplicativos.

Saujani acredita que meninas trabalham melhor de maneira colaborativa e podem encontrar soluções para problemas mundiais. Ainda cita que: “Há uma distinção importante entre meninos e meninas, e essa distinção é a razão pela qual se trata a mudança no mundo. Essas meninas resolverão problemas que nem sequer pensamos agora.”

 

Sobre a Happy Code

A Happy Code é uma escola de tecnologia e inovação para meninas e meninos, criada a partir da necessidade do ensino de competências digitais para uma geração que já nasceu conectada. Nosso método de ensino é baseado no conceito global STEM – Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática – que trabalha disciplinas fundamentais na formação de alunos mais preparados para lidar com os novos desafios da era digital.

Oferecemos cursos interativos de programação, desenvolvimento de games e aplicativos, robótica com drones, Internet das Coisas e mais, introduzindo os alunos a um ambiente inovador como o exigido pelo mundo atual. Por meio do aprendizado baseado em projetos, nosso conteúdo estimula o raciocínio, a criatividade e o pensamento crítico.